Educação ruim trava desenvolvimento. O País aparece em 84.º lugar em um ranking com 187 nações.
O Brasil subiu uma colocação no Índice de Desenvolvimento Humano 2011, relatório divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O País aparece em 84.º lugar em um ranking com 187 nações – sendo a Noruega, na Escandinávia, a primeira, e a República Democrática do Congo, na África, a última.
O Brasil subiu uma colocação no Índice de Desenvolvimento Humano 2011, relatório divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O País aparece em 84.º lugar em um ranking com 187 nações – sendo a Noruega, na Escandinávia, a primeira, e a República Democrática do Congo, na África, a última.
Quando se considera apenas a
escolaridade real da população, contudo, a situação brasileira é
semelhante a de países africanos bem mais pobres.
A escolaridade real no Brasil é
de apenas 7,2 anos – índice próximo ao de nações como Suazilândia e
Gana, na África. Mas o relatório aponta que o País tem hoje uma
expectativa de 13,8 anos de estudo, superior a de países bem
posicionados no ranking, como Luxemburgo (25.º lugar).
A tradução desses números é que
uma criança brasileira tem chances reais de completar o ensino médio e
entrar em uma faculdade porque há oferta de vagas e o ensino básico
brasileiro obrigatório é de 12 anos. Na prática, porém, boa parte delas
sai antes mesmo de terminar o ensino fundamental.
Segurar as crianças na escola,
fazendo com que aprendam de verdade, é um dos maiores exemplos do
trabalho difícil que o País ainda não conseguiu fazer. Ainda assim, de
1980 a 2011, a média de anos de escolaridade do brasileiro aumentou de
2,6 para 7,2 (salto de 4,6 anos, ou 177%).
Mas, apesar do avanço, a taxa de
alfabetização de adultos no Brasil, de 90%, é inferior aos índices de
países vizinhos: Bolívia (90,7%), Chile (98,6%), Argentina (97,7%),
Uruguai (98,3%). A distâncias crescem quando se considera a taxa de
escolarização em universidades, que é de 34,4% no País e chega a 78,2%
na Venezuela.
No Ensino Fundamental, o Brasil
tem 23 alunos por professor – proporção que é de 6,5 estudantes por
docente em Liechtenstein, por exemplo, uma das dez nações com melhores
taxas de IDH.
Segundo o relatório, a situação
da educação brasileira é um dos fatores que mais acentuam a desigualdade
social no País, atrás apenas das diferenças de renda (mais informações
abaixo).
Se apenas a renda per capita
fosse usada para classificar os 187 países analisados, o Brasil cairia
sete posições. Por outro lado, se o fator renda não entrasse na conta, o
índice brasileiro chegaria a 0,748 (ante os 0,718 atuais) e permitiria
ao País estar 17 posições acima no ranking.
Mesmo assim, foram os avanços
sociais que levaram o Brasil a melhorar seu IDH na última década. A
expectativa de vida ao nascer, uma síntese de melhorias, foi a principal
alavanca. Entre 2000 e 2009, esse índice aumentou cinco anos,
alcançando os 73,5 anos.
Com Estadão
Portal Bananeiras Online


















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