terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MUSEU DE ARTE POPULAR DA PARAÍBA SERÁ INAUGURADO NESTA QUINTA EM CG



  AssessoriaTerça, 11 Dezembro 2012 17:17

Uma obra para causar impacto e de beleza arquitetônica incomparável. Única erguida em Campina Grande com a complexidade e as características peculiares de um dos gênios da arquitetura moderna. Construído nas margens do Açude Velho, principal cartão postal de Campina Grande, o mais novo projeto arquitetônico e cultural da Universidade Estadual da Paraíba, o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), batizado de Museu dos Três Pandeiros, será inaugurado na próxima quinta-feira (13), às 18h...

O Museu, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é a última obra do mestre das curvas arquitetônicas finalizada com ele em vida, em todo o mundo. O prédio reflete a visão macro de quem sabia que arquitetura é invenção e ousadia, tem que causar impacto e ter desafio. Orçada em R$ 10,5 milhões, totalmente com recursos próprios, o MAPP é mais um presente da UEPB para Campina Grande.

Segundo o arquiteto Luiz Marçal, da equipe de Niemeyer, as diversas toneladas de aço que saíram da imaginação e dos desenhos do arquiteto foram erguidas por profissionais de Campina Grande. Das escavações - etapa mais difícil do projeto - até a fase atual, toda a mão de obra empregada foi da cidade, numa prova de que, além de presentear Campina com uma obra da arquitetura moderna, a UEPB gerou emprego e renda.

Essa era uma das razões de a obra ser motivo de orgulho do gênio da arquitetura. "O que mais ele sempre gostou de ressaltar era que o MAPP foi construído, totalmente, com mão de obra paraibana, com trabalhadores locais. Ele amava essa coisa de uma obra maravilhosa como é este museu ser fruto do trabalho de gente da terra, de gerar emprego e renda para a cidade. Isso o encantava e o fazia olhar com um carinho especial para esta que é a última obra concluída que ele deixa para o mundo", relata Marçal.

No total, mais de 60 operários trabalharam na obra entre pedreiros, mestre de obras, serventes, pintores, eletricistas, entre outros. A grandiosidade da obra se traduz nos números contidos na planilha de custo. De acordo com os dados apresentados por Aderson Rodrigues, foram gastos na construção do Museu dos Três Pandeiros, 1.500 metros cúbicos de concreto; 40 toneladas de estruturas metálicas; 940 metros quadrado de vidro de fachada; 203 toneladas de ferro e 1.100 metros quadrados de piso de granito.

A obra ocupa 972 metros quadrados de área construída e se destaca pelos traços ousados. De acordo com o engenheiro Aderson Rodrigues, a parte mais complexa do projeto foi a área construída de 25 metros dentro do espelho d'água do Açude Velho. Erguer o braço que sustenta uma das bases exigiu esforço que só a engenharia moderna consegue realizar. Para construir a estrutura de um dos pandeiros, a equipe teve que se desdobrar e fazer um trabalho de escoramento para proteger os operários. A solidez da obra foi feita com a instalação de tubos de aço.

O Museu é uma das obras mais completas da engenharia moderna em Campina Grande. O prédio dispõe de um moderno sistema de monitoramento de câmeras e de som; sistema de combate a incêndio com detector de fumaça, parte de acessibilidade, entre outros equipamentos.

Quando estiver em funcionamento, o museu, conforme explicou o pró-reitor de Cultura da UEPB, professor José Pereira, vai acolher trabalhos dos mais talentosos artistas genuinamente paraibanos, como Sivuca, Jackson do Pandeiro, Marinês, Elba Ramalho, entre outros. A ideia é que cada uma das três estruturas circulares remeta a um determinado gênero de arte.

O local terá acervo permanente, mas também servirá de espaço para exposições temporárias de artistas do Estado. Como será um espaço multimídia, também servirá para pesquisas realizadas por estudantes da Rainha da Borborema.  Seguindo uma tendência mundial de valorização da cultura, aproximando às artes de quem faz a arte, o Museu de Arte Popular da Paraíba se constitui de forma completa, com acervo, paisagismo, mobiliário e ainda projeta Campina para o "primeiro mundo", deixando na cidade um pedacinho do homem que fez da arquitetura a expressão do seu tempo.
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