Na ocasião, o jornal publicou existência de um esquema de fraudes em licitações públicas de concessões de rádio e televisão, para burlar a lei de propriedade cruzada, que não permite que uma mesma pessoa ou grupo seja dona de mais de um veículo de comunicação.
O relatório final da CCT determina a realização de estudos prévios sobre a viabilidade técnica e econômica da exploração comercial da concessão. O Senador Eduardo Braga (PMDB-AM), Presidente da Comissão, afirmou que a CCT retomará na semana que vem a análise de todas as solicitações que se encontram na Comissão.
Para o Senador, os novos parâmetros estabelecidos trarão mais transparência aos processos de licitação. Já o Senador Walter Pinheiro (PT-BA) frisou a importância do cumprimento das normas já previstas por lei que não são cumpridas pelas emissoras, como os percentuais mínimos destinados a programas jornalísticos, educativos e culturais.
Mudanças
Entre as propostas do relatório, está a realização de audiências públicas para avaliar casos excepcionais, considerando o “interesse público, a abrangência dos serviços prestados ou indícios que justifiquem discussão mais aprofundada”. O documento também sugere um prazo para o recebimento de denúncias da sociedade sobre os processos de outorga, o que permitiria a manifestação de opinião sobre a atuação do veículo em questão.
O relatório recomenda também à CCT que crie canais de contato permanente com as outras partes fundamentais para a organização e melhor andamento dos processos, como o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e com a Casa Civil da Presidência da República.
Ao poder executivo, os Senadores pedem o aumento do peso relativo dos percentuais de programação jornalística, educativa e cultural nos processos licitatórios. O documento propõe também, entre outras questões, a revisão das normas de transferências de outorgas, sobre as quais não há nenhum controle efetivo, e um recadastramento dos atuais detentores de concessões de radiodifusão.
Recentemente, em audiência na Câmara dos Deputados, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que vai fazer um convênio com a Anatel para que o órgão faça a fiscalização técnica da área de radiodifusão, para evitar que haja fraude nas licitações públicas de concessões de outorgas de rádio e televisão.
Agência Senado
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