O advogado Américo Gomes de Almeida, defensor da Marcha da Maconha, afirmou que o tráfico de drogas tem o poder de subornar e cooptar as autoridades mais elevadas do país. Para ele, essa é a única explicação para que haja tanta droga. “Se essa droga chega não é por causa da marcha, não vamos exorcizar a marcha, mas os males causados pelos entorpecentes”, diz.
Questionados sobre se marcha representaria a liberdade de expressão ou a incitação ao fato criminoso, o advogado defendeu que o combate de idéias não pode ser confundido com incitação. Para ele, a marcha não vai incitar o uso da droga, pois ela já é usada abertamente e vendida abertamente. “Se a constituição garante liberdade de expressão teria que ser assegurado esse direito”, comenta.
Em relação ao consumo da droga na capital, o advogado foi incisivo ao afirmar que não precisa haver marcha para ser discriminado o uso da droga. “Em vários lugares de João Pessoa como na região do Varadouro, Bairro dos Novais… os traficantes andam armados e vendem drogas todos os dias, não sejamos hipócritas… a droga está em todo lugar. É mais fácil controlar um evento público feito sob o olhar das mídias do que controlar essa apologia que acontece diariamente nas ruas, nos becos dos vários bairros de João Pessoa”, defende.
A marcha é um desserviço à educação em relação às drogas porque ela vai estimular o consumo porque muitos participantes farão uso da substância e o evento nas ruas não é o fórum ideal para este tipo de discussão. Segundo Deusimar, o Brasil está perdendo a guerra do combate as drogas e que é preciso educar desde criança, para que quando chegue a adolescência “que é a idade de maior risco”, eles estejam conscientes para escolher dizer não.
Paulo Cosme
Paraiba.com
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