No evento, técnicos dos governos estadual e federal, além de prefeitos, estão debatendo ações de saneamento básico.
Com relação aos projetos do Governo da Paraíba junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), o Estado tem projetos executivos para 51 municípios, talvez o maior volume de projetos por estado. O governador ressaltou que outros projetos apresentados individualmente por municípios terão o apoio e serão acompanhados em Brasília pelo Governo do Estado.
A Paraíba precisaria de cerca de R$ 533 milhões por ano para universalizar a oferta de água e de esgotamento sanitário até 2020. O governador avalia que praticamente nenhum estado tem hoje a disponibilidade desses mais de meio bilhão de reais anuais. Mesmo assim, aqui na Paraíba estão sendo investidos hoje R$ 328 milhões, sendo cerca de 40% de recursos próprios do Estado, para o triênio 2011, 2012, 2013.
O governador Ricardo Coutinho ressaltou que, paralelo a esses investimentos, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), na medida em que for recuperando seu equilíbrio financeiro, vai investir no tratamento de água. A maioria das cidades paraibanas é abastecida por água tratada por um filtro russo que já está ultrapassado e o governo trabalha para mudar essa situação. “O desafio é pensar a Paraíba daqui a uma década, um estado com a universalização do acesso á água tratada e ao saneamento básico”, destacou Ricardo Coutinho.
Em seu pronunciamento na abertura do Encontro Estadual de Saneamento Básico, o governador ressaltou ainda que é fundamental que a Paraíba passe a ver o lixo, os resíduos sólidos como algo que precisa ser devidamente tratado para que o Estado avance na política de saúde.
Com relação à oferta de água tratada também há problemas, já que o sistema ainda é deficiente, mas na medida do possível vai ser modernizado. O governador destacou que a Cagepa passa por limitações, mas tem trabalhado para se recuperar. Em janeiro deste ano a Companhia arrecadava R$ 30 milhões e pagava mensalmente R$ 36 milhões, um déficit de R$ 6 milhões por mês. Ricardo declarou que a eficiência e a prestação dos serviços qualificados da Cagepa dependem de sua saúde financeira. Por isso a necessidade do aumento da tarifa, que não era reajustada há três anos.
O governador Ricardo Coutinho fez um apelo aos prefeitos para que todos pensem na Cagepa como uma companhia que seja reconhecida em cada um dos municípios para que a titularidade regularize os documentos junto ao Governo Federal, para disputar verbas principalmente dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II).
Em uma breve prestação de contas, o governador informou que duas importantes obras, a Translitorânea na Grande João Pessoa e a Adutora São José, na região de Campina Grande, estão em execução. As demais obras estão em ritmo normal de execução ou em processo de licitação.
O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) destacou a iniciativa do governo em promover o debate sobre saneamento básico e que a entidade vai colaborar com as prefeituras na elaboração de projetos executivos, dando suporte técnico.
O prefeito de Catolé do Rocha, Edvaldo Caetano (PTB), disse que espera aprovar no PAC II uma terceira etapa de obras no município nas áreas de habitação, saneamento básico e pavimentação de ruas.
Tatiana Pereira, analista do Ministério das Cidades, revelou no encontro que o Governo Federal está finalizando a elaboração do Plano Nacional de Saneamento Básico com metas até 2020. Os municípios também devem providenciar seu Plano Municipal de Saneamento, que é uma das nove responsabilidades a partir da Lei 11.445/2007. Este plano deve ser construído com a participação da sociedade e contemplar os quatro componentes do saneamento básico: água, esgoto, resíduos e drenagem.
O secretário executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na Paraíba, Ricardo Barbosa, revelou que o Ministério das Cidades disponibiliza R$ 5 bilhões para contratação de projetos de abastecimento d’agua, e esgotamento sanitário, em municípios com até 50 mil habitantes. R$ 4 bilhões são a fundo perdido e R$ 1 bilhão para financiamento. O prazo para contratação de obras vence dia 15 de julho e a Paraíba quer disputar com os demais municípios do país uma parcela dos recursos do grupo 3 do PAC II.Após a abertura, a analista de infraestrutura em saneamento, do Ministério das Cidades, Tatiana Pereira, fez explanação sobre Planos de Saneamento Básico. Jailma Marinho de Oliveira, também analista do Ministério das Cidades, abordou o Processo Seletivo do grupo 3 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), e o professor da Universidade Federal da Paraíba, José Reinolds, foi o debatedor.
O superintendente executivo da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, (Aesbe), Walder Suriane, expôs o tema ‘Titularidade e Concessão de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário’.
À tarde, a coordenadora de Repasse da Caixa Econômica Federal, na Paraíba, Luciana Torres Maroja, fala sobre ‘Contratos de Repasse, e o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, Deusdete Queiroga Filho, sobre ‘A Política de Saneamento Básico da Paraíba’. Já o secretário estadual de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, faz explanação a respeito a Política Estadual de Recursos Hídricos e de Meio Ambiente.
Da Redação com Portal Midia












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