Especial: Conheça a profissão dos pais de vários artistas da TV
O Fuxico levantou a ficha de vários artistas para saber o DNA profissional da família
"Meus pais viviam em turnê. Eu excursionava com eles e sabia o show inteiro de cor", conta. Luciana Mello e Jairzinho tiraram de letra o maior desafio dos chamados "filhos de peixe" e deixaram logo de conviver com a sombra do pai. "Sabíamos que sempre alguém diria que só faríamos sucesso por sermos filhos do Jair Rodrigues", destaca Jairzinho, que rodou o Brasil com o grupo Balão Mágico, sucesso nos anos 80 e mais tarde, foi estudar jornalismo e desistiu três meses depois, viajando para estudar em Berklee, a maior faculdade de música dos Estados Unidos, e abrir a produtora S de Samba, deslanchando em carreira solo. "Quando eu crescer, quero ser como meu pai". A frase é recorrente na boca dos filhos. Seja no caráter ou na profissão, muita gente se espelha no pai. Os famosos não fogem à regra. Alguns seguiram os passos de seus genitores, outros aprenderam com eles lições de outras profissões que lhes foram úteis no ofício que escolheram. Entre os atores, não é difícil identificar aqueles que se espelharam no pai. Caso de Dado Dolabella e o saudoso ator Carlos Eduardo Dolabella, Beth Goulart e Paulo Goulart, Bel Kutner, que traz no sangue o DNA de Paulo José, Tato e Cássio Gabus, com o pedigree de Cassiano Gabus Mendes, entre outros. Wilson Simonal deixou sua herança musical para os filhos, Wilson Simoninha e Max de Castro, assim como a saudosa Elis Regina deixou seu dom e apuro musical para Maria Rita, Pedro Mariano e o produtor João Marcello Bôscoli, Moraes Moreira com Davi Moraes. Especialistas dizem que a probabilidade de a profissão se repetir aumenta com o êxito da geração anterior. Se o pai for um fracasso, o filho tende a escolher outra atividade. Nelson Ângelo, um dos sete filhos de Nelson Piquet, nunca acompanhou as corridas do pai e, mesmo assim, se tornou piloto. A ex-jogadora de vôlei Isabel viu os filhos Maria Clara, Pedro, e Carolina, também abraçarem o esporte. Novos Rumos Policial militar aposentado, Everardo Oliveira exigiu que a filha se formasse em uma faculdade, paralelo a dedicação ao teatro. Hoje ele é um dos maiores incentivadores e admiradores da carreira de Paola Oliveira. O mesmo ocorre com contabilista Claudio Castanho e Paulo Ruy Barbosa, pais respectivamente de Klara Castanho e Marina Ruy Barbosa, e com o professor João Barbosa, pai do cantor Thiaguinho, vocalista do Exaltasamba. "Meu sobrenome virou 'Pai do Thiaguinho'", diz ele, que é diretor de uma faculdade em Mato Grosso do Sul e achava, na infância, que o filho seria padre por conta de seu comportamento diferente dos outros, sempre envolvido nos projetos da igreja católica. O militar Jefferson, pai de Eri Johnson - já falecido -, lhe passou lições que foram primordiais na carreira do filho. "Ele me ensinou que profissionalismo e seriedade devem ser base para qualquer ofício. Foi nisso que me prendi e procuro manter", disse Eri. Professor de interpretação, diretor e pintor, Luca de Castro sempre foi motivo de orgulho para a filha, Carol Castro. "Este ano não estaremos juntos porque ele mora em Aracaju e eu estarei no Rio de Janeiro. Mas sempre nos falamos. Sempre tivemos um ótimo relacionamento, com conversas francas e me lembro dele falando comigo 'Minha filha, nunca corte os cabelos porque os homens gostam de mulheres de cabelos longos'. Também foi ele quem mais me apoiou. Até quando minha mãe achou que eu devia desistir da carreira, ele esteve ao meu lado", contou a atriz. Também filha de engenheiro, Fernanda Pontes tem seu pai, Luiz Fernando, como herói. "Meu pai era calmo, tranquilo, do tipo de pessoa que não esquentava a cabeça com nada. Eu aprontava muito quando pequena, tanto que uma vez ele dormiu na praia e eu fiz várias mechinhas loiras no cabelo dele! Quando acordou e percebeu, meu primo falou: 'Vai brigar com você!', mas ele ficou rindo e disse : 'Você não é mole, hein, minha filha!'. Assim como eu, ele adorava dançar! Ia quase todo fim de semana dançar forró. Uma semana antes de morrer, ele esteve na minha casa para conhecer o meu noivo, Aluizio, e na hora de ir embora, falou para que ele cuidasse bem de mim e disse que me amava. Ele fazia de tudo pelas filhas", recorda, saudosa. Janaína Jacobina lembra com saudade da força que o pai, que é agricultor, lhe deu quando optou pela carreira de jornalista. |
Por Araruna1












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