Lameirão explicou que as delegacias do interior ficarão sem delegado plantonista em função de portaria publicada na última quinta-feira pelo pelo secretário de Defesa Social e Segurança Pública, Cláudio Lima, reduzindo para 150 horas/mês o trabalho dos delegados.
Antes, as autoridades policiais trabalhavam 160 horas. E recebiam, por isso, uma complementação prevista em Lei, com banco de folgas ou hora extra.
A complementação foi extinta pela portaria.
O adendo compensava os delegados por estender a atuação a diversos municípios circunvizinhos – cobrindo, desta forma, o deficit de delegados em relação ao número de delegacias.
Atualmente, a Paraíba tem 250 delegados na ativa e 296 delegacias em funcionamento.
Segundo Lameirão, o Estado possui o segundo menor efetivo do Brasil.
O Presidente da Adepdel também informou que, em 2009, a categoria conseguiu que os delegados recebessem a compensação.
“Com essa redução no número de horas, o delegado não terá tempo de cobrir toda a região. E nenhum de nós irá trabalhar gratuitamente”, disse Lameirão.
Ele exemplificou: “Tem delegado no interior que é responsável por 10 cidades. Com esse número reduzido de horas, ele não dará conta de tanto trabalho, incluindo a noite, fins de semana e feriados. Não estamos entendendo o porquê dessa redução se os crimes só aumentam”, acrescentou.
Cláudio Lameirão também comparou o trabalho da Polícia Civil ao da Militar. “Sem qualquer tipo de crítica. Nós reconhecemos o trabalho da Polícia Militar, mas porque só a gente sofreu com isso?”, declarou.
Greve
A categoria não descarta a possibilidade de entrar em greve por tempo indeterminado.
“Nossa intenção é nos reunirmos com o Governador para tratar sobre o banco de horas e a contratação de novos profissionais. Se isso não ocorrer, vamos ser obrigados a decidir pela greve. Ela não está descartada”, concluiu.
Felipe Silveira
Bananeiras Online com Portal Correio












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