Faltando duas semanas para as eleições municipais em todo o Brasil, somente 1.462 dos 3.948 processos recebidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram julgados. O número representa aproximadamente 37% do total, de acordo com dados do próprio tribunal.
Casos como o do candidato à prefeitura de Osasco, Celso Giglio (PSDB), e de Ronaldo Lessa (PDT), candidato a prefeito em Maceió, que tiveram suas candidaturas cassadas pelos tribunais regionais dos respectivos estados, são exemplos de situações que aguardam um parecer da instância máxima da Justiça Eleitoral.
Apesar de já terem sido condenados pelos tribunais regionais, ambos recorreram das decisões, e aguardam julgamento no TSE. Lessa teve sua candidatura negada por não ter pagado a tempo uma multa de R$ 46 mil, referente a uma condenação de 2006, enquanto a candidatura de Giglio foi cassada em São Paulo por conta do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ter rejeitado as contas do mandato do tucano como prefeito de Osasco em seu mandato – entre 2001 e 2004.
Ainda de acordo com o TSE, o tribunal recebeu um grande volume de recursos somente neste mês, por conta da greve dos servidores do Judiciário, que reivindicam melhoria salarial e no plano de carreira.
A greve atrasou os trabalhos da Justiça Eleitoral, já que diversos recursos que deveriam chegar de outras instâncias ao TSE deixaram de ser enviados. Apesar disso, a assessoria de imprensa do tribunal afirma que a situação está “normalizada”.
Para acelerar o julgamento dos processos restantes, os ministros vêm fazendo um “esforço”, que estaria “compensando o atraso e implementando um ritmo acelerado de julgamentos”, segundo a assessoria do tribunal.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, pretende que todos os recursos sejam julgados até dia 07 de outubro, dia do primeiro turno das eleições municipais. O TSE, porém, reconhece a dificuldade e admite que alguns casos podem não ser julgados até esta data.
TERRA












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