A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) o
projeto de lei que proíbe o uso de castigos corporais em crianças e
adolescentes, popularmente conhecida como Lei da Palmada.
A
aprovação ocorreu na comissão criada especialmente para discutir o
assunto, mas como tem caráter conclusivo, o projeto seguirá para a
tramitação e votação no Senado, exceto se houver recurso para que seja
apreciado pelo Plenário da Câmara. Confira o projeto de lei.
Relatado
pela deputada Teresa Surita (PMDB-RR), o projeto prevê que pais que
maltratarem os filhos sejam encaminhados a programa oficial de proteção à
família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou
psiquiátrico, além de receberem advertência. A criança que sofrer a
agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado.
Para
aprovar a medida, a relatora concordou em alterar seu parecer e
substituir a expressão "castigo corporal" por "castigo físico".
arlamentares
da bancada evangélica impediram a votação do projeto nesta terça-feira
por defenderem a substituição da expressão "castigo corporal" por
"agressão física". O objetivo seria evitar a ideia de que a lei
proibiria qualquer tipo de punição ou de limites a meninos e meninas.
A troca do termo por "agressão física" gerou críticas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e de movimentos sociais que apoiavam o texto original, com "castigo corporal". Mas no fim da tarde de ontem, houve um acordo para que fosse incluída a expressão "castigo físico" em vez de "agressão física".
A troca do termo por "agressão física" gerou críticas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e de movimentos sociais que apoiavam o texto original, com "castigo corporal". Mas no fim da tarde de ontem, houve um acordo para que fosse incluída a expressão "castigo físico" em vez de "agressão física".
De acordo com a deputada
Liliam Sá (PR-RJ), a bancada evangélica entendeu que a expressão
“castigo corporal” interferia na educação dos filhos. “Então chegamos a
um acordo e trouxemos para discussão. A bancada escolheu a expressão
agressão física, mas isso descaracteriza o projeto, porque nem sempre um
castigo físico que a criança sofre é uma agressão física", afirmou.
A
presidente da comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), defendeu o texto
original, argumentando que ele não fere a autoridade da família, como
pensavam os evangélicos. “Não há na comissão qualquer tipo de dúvida ou
qualquer polêmica acerca do sentido do conteúdo do projeto”, disse.
Da Redação com o IG












0 comentários:
Postar um comentário