segunda-feira, 13 de maio de 2013

AS CONTRADIÇÕES NA PRIVATIZAÇÃO DOS PORTOS POR DILMA



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REQUIÃO PARTICIPA DE FÓRUM DE ECONOMIA E VOLTA A CRITICAR A MP DOS PORTOS

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CARTA3EXPRESLULA31A convite da revista Carta Capital, o senador Roberto Requião (PMDB/PR) participa nesta terça-feira (07), em São Paulo, do fórum de economia “A crise econômica e o futuro do mundo”. O evento tem como palestrantes o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland de Brito, e o titular de Política Econômica Internacional da Universidade de Harvard (EUA), Dani Rodrik.
A discussão é em cima dos últimos cinco anos e as previsões para os próximos cinco anos. Além das palestras, acontecem dois debates: “Como tornar a economia mais competitiva” e “O Brasil ao longo prazo. O financiamento da infra-estrutura e das empresas”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve presente.
Dani Rodrik disse ver com bons olhos a situação econômica brasileira, mas pediu cautela ao país em meio à crise global. “Não sejam ambiciosos demais, sejam cautelosos e seguros”, disse. Ele também falou sobre a importância de ter “reservas e espaço de manobra para lidar com os prováveis choques e diversidades provenientes do resto do mundo”.
Segundo o economista, a era dos “milagres econômicos” passou, o crescimento das economias tende a ser mais lento, mas os países com forte mercado interno e projetos de inclusão social estão em melhor posição para avançar. “O Brasil segue como uma dessas nações”, afirmou.
Rodrik ressaltou a responsabilidade “moral” do Brasil diante da economia mundial por se tratar de uma democracia. “A China tem mais recursos, mas o Brasil tem uma responsabilidade especial”, afirmou. Segundo ele, o Brasil deve representar valores que extrapolem o princípio comercial.
Portos – Durante o evento, Requião classificou como “extremamente predatório” o modelo de administração portuário defendido pelo governo federal na MP dos Portos. “É um modelo tolo. Não é neoliberal, não existe liberalismo em um monopólio, não vai haver concorrência. Ficou claro que a escolha dos portos é feita pelos armadores que pagam a operação portuária”, disse.
“Não vejo como o governo federal imagine que vá estabelecer uma concorrência em um setor que tem um monopólio natural e na mão de armadores que são seis ou sete que dominam o transporte marítimo do mundo. Acho muito ruim a MP e seria uma maravilha se ela caísse no Congresso.”
O senador disse defender o modelo atual de gestão: com portos públicos e operação privada. “Esse é o modelo do mundo. Existem apenas dois países no mundo com o modelo de portos privados: a Inglaterra e a Nova Zelândia. Nenhum deles é exemplo e modelo de sucesso de eficiência.”
*Com informações da revista Carta Capital
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